Taxa de desemprego da Irlanda cai a 14,6% em abril: O número de pessoas que recorrem ao auxílio-desemprego e de trabalhadores de meio período caiu para 439,2 mil em abril.
A taxa de desemprego na Irlanda caiu levemente para 14,6% em abril, de 14,7% em março, informou o Escritório Central de Estatísticas. O número de pessoas que recorrem ao auxílio-desemprego e de trabalhadores de meio período caiu para 439,2 mil em abril, em base sazonalmente ajustada, de 440,8 mil em março. Em base não ajustada, esse número cedeu para 439,571 mil em abril, de 441,193 mil em março.
As informações são da Dow Jones.
Aumenta pressão para UE renegociar ajuda a Grécia e Irlanda: Europa pode ser pressionada a disponibilizar novas ajudas pelos próximos anos.
A União Europeia está sob pressão para renegociar os pacotes de ajuda a Irlanda e Grécia, após um ministro irlandês afirmar que qualquer concessão feita a Atenas precisa produzir também melhores termos financeiros para Dublin.
A ajuda de 110 bilhões de euros para a Grécia, definida em maio do ano passado, e o pacote de 85 bilhões de euros para a Irlanda, anunciado em novembro, foram pensados para ser as pedras angulares da resposta europeia à crise na região. O fato de que ambos possam ser revisados, de forma talvez mais radical no caso grego, salienta o fracasso até agora da estratégia de convencer os mercados de que os problemas estão sob controle, e sugere que a Europa pode ser pressionada a disponibilizar novas ajudas pelos próximos anos. O ministro de Energia da Irlanda, Pat Rabitte, disse à TV estatal RTE neste domingo que gostaria de ver o reagendamento dos empréstimos de emergência feitos ao país. ”Bem francamente, a taxa (de juros) cobrada da Irlanda precisa ser reduzida, e no meu ponto de vista, a dívida também precisa ser reagendada, mas isso é outra questão.” Ele também disse que a Irlanda pretende continuar negociando melhores termos financeiros durante os três anos de duração do programa de ajuda.
Rabitte diz que isso é coerente com a situação da Grécia. Após um encontro secreto de importantes autoridades financeiras da zona do euro na sexta-feira, Jean-Claude Juncker, presidente do grupo de ministros de Finanças da região, disse que há consenso de que a Grécia precisa de um novo plano. ”Isso precisa ser discutido em detalhes e será abordado na próxima reunião do Eurogroup (entre os ministros), no dia 16 de maio”, disse Juncker.
O ministro das Finanças da Grã-Bretanha, George Osborne, concordou no domingo que a Grécia pode precisar de mais ajuda, mas disse que os britânicos, que não fazem parte da zona do euro, não devem participar dessa vez. A renegociação da ajuda a Grécia e Irlanda pode ainda complicar o auxílio a Portugal, que na semana passada se tornou o terceiro país da zona do euro a receber socorro da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os principais partidos políticos de Portugal se comprometeram a dar apoio ao plano de 78 bilhões de euros após as eleições de junho. Mas se a Grécia e a Irlanda conseguirem renegociar os termos da ajuda, será difícil recusar a mesma oportunidade a Lisboa, caso o novo governo ache necessário.
As informações são do Estadão.

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