05 jan

Guerreiros na Irlanda

 ENTREVISTADA:

NATALIE ROCUMBACK

1. Nome completo, Idade, Origem do Brasil, Formação?

Natalie Rocumback, Enfermeira, 24 anos. Sou de São Paulo/SP, mas antes de vir para Dublin-Irlanda, eu estava morando em Joinville/SC, há uns 6 meses.

2. Há quanto tempo mora na Irlanda? E quanto tempo pretende ficar?

Vim pra cá com meu namorado pensando em ficar um ano, talvez dois. Hoje fazemos planos de ficar o máximo de tempo possível.

3. Qual é o nome da Companhia e qual sua ocupação? Quais suas atividades?

Trabalho no P.Borza, um Fish and Chips (Prato muito conhecido na Culinária Irlandesa que compõem Peixe Frito a milanesa com Batatas Fritas num corte mais grosso, porém aqui é mencionado como o estabelecimento que vende o Fish and Chips), na Thomas Street – Dublin 2. Sou Caixa, Garçonete, Cleaner (Faxineira), ajudo na cozinha…na verdade, todo mundo que trabalha ali, faz de tudo.

Minha principal função é o Caixa, e claro manter o restaurante limpo. Dentro da cozinha temos que manter tudo limpo, organizado, e sempre preparados pra atender os clientes na melhor forma. Imagina se quando não ta “Busy” (Momento de grande demanda no atendimento), você não deixa tudo preparado pra quando estiver? Caos na certa, pois nosso número de Staffs (Funcionários) é pequeno e não teria ninguém pra dar suporte caso falte alguma coisa.

4. Quanto tempo levou para conseguir a primeira experiência de trabalho? E quanto tempo está neste emprego?

Bom, eu vim pra cá pra ocupar a vaga de Au Pair – live in de uma amiga que estava voltando para o Brasil. 4 crianças entre 2 e 9 anos, uns fofos, mas não agüentei o tranco, depois de um mês comecei a procurar emprego ainda na casa, com um mês e meio mais ou menos eu sai, ainda sem emprego, mas estava complicado conciliar horário de entrevista e meu horário de trabalho. Mudei pra Dublin, e continuei a procura. Consegui uma vaga de Cleaner umas 3 semanas depois que sai do Au Pair. Mas umas 3 semanas depois, recebi uma proposta na minha área, sai só Cleaner e fui cuidar de idosos. Até que senti que meu inglês não estava mais evoluindo…pois todos os dias era o mesmo diálogo e tal…ai comecei a procurar por outro. Foi quando passei na frente do P.Borza, que tinha acabado de abrir. Comecei na semana seguinte.

5. Como descolou essa oportunidade? Internet? Nas ruas? Indicação?

Respondido acima.

6. Qual dica você daria aos que estão vindos e os estão à procura por emprego?

Tentar de tudo. Na sua área ou em coisas que você jamais imaginou trabalhar. É isso que é o intercambio, você dar as caras, se jogar no novo, mas com motivação pra aprender, querer fazer. Nunca me imaginei fazendo o que faço hoje, talvez no Brasil nunca entregasse um CV pra garçonete, essa é a vantagem, você se surpreende a cada dia com você mesmo. Nunca se deixe pensar: “não posso, não consigo” antes de realmente tentar.

Natalie Rocumback

***

Entrevista: 30/Novembro/2011 por Jimmy Castro.

05/01/2012, 03:01, postado em Trabalhando na Irlanda
Um comentário para “Guerreiros na Irlanda”
  1. NATALIE disse:

    Essa é minha preta … parabens !!

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26/08/2011 - 09:05
 



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